Processamento e interpretação de dados sísmicos

O processamento e a interpretação de dados sísmicos são essenciais para que após a geofísica aplicada, seja ela onshore ou offshore, os resultados sejam coincidentes com a realidade e interpretados da melhor forma possível para continuidade ou não de mais estudos.

Para que isso seja feito, é necessário que a empresa que for realizar esse serviço tenha feito o estudo geofísico ou, caso ela não tenha executado, que sejam enviados todos os dados obtidos e todos os parâmetros que foram utilizados para que não haja nenhum tipo de erro neste momento. Para saber mais sobre esse processo, leia o conteúdo até o final!

O que é o processamento sísmico?

O processamento sísmico ou tratamento de dados sísmicos, são basicamente rotinas e algoritmos utilizados por softwares para processar os dados obtidos em campo e se obter um melhor resultado final, podendo a partir dele ser feita uma melhor interpretação da geologia.

Segundo Ylmaz (2001), esse processo acontece basicamente a partir da sequência de três passos e eles são:

  1. A seleção da sequência de processamentos que serão aplicados
  2. A adequação dos parâmetros que serão utilizados em cada um dos processamentos
  3. A avaliação do resultado de saída de cada processamento e a identificação de potenciais falhas ou problemas.

Dessa forma, ao longo deste processo, o geofísico deve buscar sempre otimizar os resultados e entender qual aquele que está mais condizente com a realidade. É comum que neste processo sejam identificados erros ou problemas nos dados e eles tenham que ser refinados, para isso, é necessária experiência no processamento de dados sísmicos. Algumas das principais rotinas utilizadas são:

  1. Deconvolução

  2. Stacking

  3. Migração

  4. Inversão

  5. Filtragens

  6. Correções estatísticas

  7. Análises de velocidades

  8. Entre outras

O custo do processamento de dados é muito baixo quando comparado com o custo da aquisição deles, chegando em média em 1 a 2% do custo do levantamento onshore e 10 a 20% do custo do levantamento no mar, contudo, um processamento mal feito pode levar a consequências erradas, que podem custar muito caro e até mesmo inviabilizar um projeto que a princípio seria viável caso esse processamento fosse realizado da maneira adequada.

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Interpretação de dados sísmicos

Para a interpretação de dados sísmicos, deve-se haver um bom conhecimento da geologia local e regional e, principalmente, entender qual é o objetivo do estudo e como foi realizado o processamento dos dados sísmicos.

A partir de todos esses fatores, a interpretação é feita geralmente por um geofísico, indicando quais os pontos relevantes a partir dos dados sísmicos obtidos ou até mesmo quais os fatores ausentes que também podem indicar informações importantes a partir do objetivo do estudo.

Além disso, a depender do objetivo e da geologia do local, é bastante comum que além do estudo sísmico seja realizado outro método de investigação geofísica. A partir disso, com a integração de diferentes métodos que vão medir parâmetros geológicos distintos e podem também chegar a diferentes profundidades, o geólogo ou geofísico terá mais informações para realizar a interpretação dos dados.

Se você quer contar com especialistas para realizar o processamento de dados sísmicos e também a interpretação destes dados, entre em contato conosco e tenha a sua disposição uma equipe experiente e softwares de ponta nessa área.

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